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sábado, 24 de setembro de 2011

HELENA TANNURE LANÇA SEU PRIMEIRO LIVRO, CONFIRA ENTREVISTA

Por mais clichê que pareça Helena Tannure dispensa qualquer comentário mesmo. Objetividade, intensidade e autenticidade marcam a personalidade da mais nova escritora.

As linhas que seguem abaixo podem ser resumidas em uma linda história de transformação, cura, milagres, persistência e determinação. Prestes a lançar seu primeiro livro, “Da Janela Ao Monte”, que expressa a trajetória de vida de Helena demonstra estar cada vez mais realizada nessa nova fase de sua caminhada.

Confira um pouco desse caminho na entrevista:

Qual foi a inspiração inicial para produzir um livro?
Helena Tannure: "Da Janela ao Monte" não é uma produção recente, este livro foi escrito há 10 anos. Passei por um processo de transformação profunda e quando comecei a entender o que Deus estava fazendo na minha vida, depois que já frequentava a igreja há muito tempo, desejei compartilhar a minha experiência a fim de despertar e inspirar outros.

Como foi esse processo de cura e libertação em sua vida de que ele trata?
Helena Tannure: Aos 14 anos de idade entreguei minha vida a Jesus, mas costumo dizer que coloquei Jesus no banco traseiro do "carro" da minha história. Quando percebi que eu precisava tê-lo ao volante, dirigindo meus dias, guiando-me a um caráter transformado, dei lugar há uma mudança em todos os aspectos. Descobri que apenas frequentar a igreja não faz de mim uma cristã.

Como você analisa os "processos" da construção da Helena de hoje pelos quais passou enquanto o escrevia?
Helena Tannure: Foi um processo doloroso, lento, mas definitivo! Se eu não tivesse me deixado moldar por Deus não teria chegado até aqui na caminhada com Ele.

Como foi a "gestação desse filho"? Foi muito difícil esperar? Quanto tempo de gestação?
Helena Tannure: Este livro foi escrito e engavetado. Na época em que o escrevi, desejei muito o seu lançamento. Quando percebi que isto não aconteceria, descansei e confiei que se Deus tivesse um propósito Ele mesmo abriria a porta, e foi exatamente o que aconteceu em junho deste ano. Não bati na porta, não planejei, mas chegou o tempo de Deus abri-la!

Por que "Da Janela Ao Monte"?
Helena Tannure: Se te contar eu desvendo o livro (risos)... Só posso adiantar que é uma trajetória!

O que as pessoas podem esperar da obra? Você o escreveu pensando em algum público específico?
Helena Tannure: O livro é de fácil leitura e linguagem, logo pode atingir qualquer pessoa! É uma pequena semente. Peço ao Senhor que a faça florescer e frutificar em cada coração que se abrir para as palavras do "Da Janela ao Monte".

Normalmente, em seus testemunhos podemos perceber o quanto sua história trata-se de uma cura profunda na alma, de alguém que realmente "nasceu de novo" e optou por se submeter a Deus e aos Seus propósitos. Como você resumiria as partes mais difíceis desse caminho?
Helena Tannure: Existem partes de caminhada que são solitárias. Eu que precisava tanto de pessoas ao meu redor, fui me sentindo sozinha. Doeu demais, mas pude entender que Deus estava tirando as minhas "muletas" para que eu caminhasse amparada apenas na confiança Nele.
Do início ao fim, tem alguma parte especial para você nessa obra? Algum pedaço que deixou de publicar e editou?
Helena Tannure: Minha parte preferida são as fotos. Enquanto as escolhia foi como se um filme da minha vida passasse diante dos meus olhos! Sou muito grata ao Senhor por tudo o que Ele fez e já posso confiar e agradecer por tudo o que virá, porque o Senhor é bom em todo tempo!

Você lida bem com o humor e com as palavras, tanto que é apresentadora de vários programas, é pregadora e agora exprimiu seu texto pessoal imprimindo palavras em um livro. Qual a sensação desse "novo de Deus" para sua vida?
Helena Tannure: Tenho aprendido algo muito precioso. O que eu faço para Deus pode mudar a qualquer momento, mas quem eu sou por causa Dele, isso nunca mudará! Eu sou filha amada e isso é suficiente!

Como você definiria a Helena nas seguintes fases: adolescência, início do DT, crescimento da família, saída do Diante do Trono, e agora com o lançamento do livro?
Helena Tannure: Criativa, surpresa, agradecida, em paz, realizada!

Após ter enfrentado um contexto de abuso sexual dentro do meio familiar e ter sido restaurada por Deus, hoje você tem sido um potencial instrumento de cura principalmente na vida de outras mulheres que também passaram por situações parecidas. Como lida com isso?
Helena Tannure: Com absoluta gratidão! Deus é o único capaz de transformar campos de batalha onde só há morte e destruição em jardins floridos ou pomares!

Você aprendeu a não só encarar o passado como também a superá-lo. Como ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo?
Helena Tannure: A fonte é Deus! Quando passei por minha libertação comecei incessantemente a buscar Deus. Tranquei meu curso na universidade e parte do tempo em que estaria na escola passei no meu "quarto". Depois de anos na igreja decidi que precisava buscar o Senhor, e no relacionamento com Ele fui sendo curada. O que posso fazer é contar o que fez diferença em minha vida e apontar o caminho.

Ao observarmos a Helena, podemos perceber que por trás da aparência forte, determinada e às vezes até um pouco "durona" que você passa para as pessoas, principalmente durante as ministrações, parece haver algo mais verdadeiramente doce e meigo na sua personalidade do que as pessoas supõem. É isso mesmo?
Helena Tannure: Acho engraçadíssimo quando as pessoas me acham uma mulher forte e durona! Não sei se meiga é uma palavra que cabe a mim, mas sou uma "manteiga derretida". Sofro com a dor do outro, me emociono com facilidade, vejo beleza nas coisas mais simples, gargalho com muita facilidade e choro até quando assisto desenho animado!

Nas primeiras páginas do livro você diz que "o seu anseio é que Deus se revele aos leitores por meio da leitura de "Da Janela ao Monte". Sua experiência própria demonstra que a revelação de Deus na sua vida foi algo direto, profundo e incrivelmente intenso. O que você tem buscado em Deus para ajudar outras pessoas a serem curadas, libertas e transformadas?
Helena Tannure: Simplicidade! De repente nos tornamos muito parecidos com o mundo. É comum ver pessoas nutrindo sonhos megalomaníacos, colocando o nome de "ministério", mas, no fundo no fundo, só querem servir a si mesmas. Não quero julgar ninguém, só não quero sucumbir a esta sedução. Acho que a melhor maneira de revelar Deus às pessoas é o deixando ser em nós, e para isso devemos abrir mão de alguns "entulhos" que agarramos ao longo da caminhada.

Em suas ministrações vemos de forma simples e natural você falando de si mesma, das fases de cura, dos seus casos que parecem muito com o de outras tantas mulheres que não têm chance ou coragem de contar. Mas em todos os seus testemunhos faz questão de reafirmar os "milagres" que Deus fez em sua vida e de como Ele a transformou. Qual palavra que você deixa para aquelas pessoas que acham que não é possível, que não tem mais jeito, "que elas nasceram assim e vão ser sempre assim"?
Helena Tannure: Deus é o Criador! Onde havia trevas, Ele disse: “Haja luz”. Onde não havia formas, Ele formou e ao final de cada etapa, Ele dizia: “É bom!” Ele continua sendo o Criador. Onde há conflitos na alma, Ele diz: “Haja paz!” Ele se esquece do passado e nos oferece um futuro. A Cruz é suficiente; o que Jesus fez reconstruiu o nosso caminho de volta para casa. "Chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós outros."

Mais do que nunca, o tema que você tem ministrado gira em torno da família e de como ela é o mais importante na vida de um líder, pastor, ministro e etc. Quais as razões para muitas famílias hoje, mesmo dentro da igreja, não estarem sadias?
Helena Tannure: Dentro de casa você é quem é de verdade. Num mundo que valoriza a aparência que vivemos, aprendemos a colocar máscaras, tratamos bem os "de fora" e derramamos nossa ira e frustração sobre aqueles que vivem conosco ou então abandonamos as nossas responsabilidades dizendo que vamos "trabalhar para Deus" para fugir daqueles que Ele nos confiou em primeiro lugar. Ainda tentamos fazer uma permuta: “Deus, eu cuido das suas coisas e o Senhor cuida dos meus!” Isso tem que acabar! Quando nossos lares forem curados a igreja também será.

E o novo site, qual a sua ideia de expandir a divulgação do seu ministério e do que Deus tem feito na sua vida e por meio dela?
Helena Tannure: Na verdade o site foi um presente que ganhei. Deus tem colocado pessoas muito preciosas em minha vida neste novo tempo. Pessoas que tem me encorajado e se levantado como colunas me ajudando e sustentando de várias maneiras. Uma dessas pessoas é a Cinthia Poliver que idealizou, desenvolveu e colocou o site no ar. A Cinthia é uma conexão divina, pois captou até o meu gosto, meu estilo e também o meu desejo. Quando ela me mostrou como estava ficando o site eu me emocionei e disse a ela: “Como posso agradecer?” Ela respondeu: “Não precisa, não estou fazendo por você, mas pelo reino!” Para mim isso confirmou ainda mais os propósitos de Deus. Quero que este site seja uma ferramenta para abençoar as pessoas e facilitar a informação!

Finalizando, quais são os planos pós-lançamento do livro? Onde as pessoas podem comprar? Deixe uma mensagem convidando a todos para lerem.
Helena Tannure: O livro será vendido na Seara livraria e nas livrarias por todo o Brasil. A Distribuidora Êxodo é excelente e certamente fará com que seja um livro acessível. Então, venha percorrer esta trajetória comigo "Da Janela Ao Monte"!

Fonte: Lagoinha.com

sábado, 23 de julho de 2011

EDMÉIA WILLIAMS: "O VÍRUS DO CAPITALISMO ENTROU NA IGREJA BRASILEIRA"

Ao ministrar o Seminário “Discipulado” no Ministério Internacional Belém na última semana do mês de junho a doutora e missionária Edméia Williams concedeu uma entrevista ao blog da Rede de Jovens onde contou um pouco da seu trabalho no morro Dona Marta/RJ e compartilhou um pouco da sua história marcante. Confira:

Qual o principal objetivo do Seminário Discipulado para a igreja de Jesus?
O objetivo normalmente nasce no coração da igreja local, mas o que Deus colocou no meu coração todas as vezes que eu prego é exatamente chamar as pessoas de volta para a Palavra de Deus.

O meu ministério tem como marca principal a Palavra de Deus. Eu prego a Palavra de Deus de tal maneira que as pessoas se apaixonam por ela, por isso que ela tem que ser pregada na íntegra, mas de forma interessante e com entonação interessante, explicando de forma simples, porque o evangelho é simples, a Palavra é simples. É tão simples que as próprias crianças queriam ficar com Jesus.

Como esse ministério começou?
Não se pode separar a fé das obras. Eu atuo de acordo com o que eu creio. Por exemplo, se você não cresse que eu estaria aqui hoje, você não teria vindo. Então fato de você vir é porque você creu que eu estaria aqui.

A minha fé é estrada através da minha prática. Quando eu prego o amor de Deus, é preciso que eu mostre o amor de Deus. E o amor de Deus não vai ser visível sem uma ação na direção dos necessitados. Por exemplo, a Bíblia diz que “porque Deus amou o mundo de tal maneira, Ele deu seu filho unigênito”. Então o fato dEle ter dado seu filho único é por causa do tremendo amor dEle por nós.

Se eu realmente amo Jesus e amo esse Deus, eu vou me voltar para os necessitados, porque a única coisa que a igreja de Jerusalém pediu ao apóstolo dos gentios é que ele não se esquecesse dos pobres.

Como a senhora analisa o declínio do evangelho em países como Estados Unidos e Inglaterra?
Eu tenho uma experiência muito profunda no Reino Unido. Eu prego muito na Inglaterra, na Irlanda do Norte, na Irlanda do Sul, Pais de Gales e Escócia. Nesse momento, inclusive, a minha companheira de ministério está lá.

Quando dizem que o evangelho diminuiu muito no Reino Unido é porque estão olhando muito para igrejas tradicionais. Mas quando você olha Kensington Temple, não existe no Brasil uma igreja maior e mais avivada, além de outras, que juntas são conhecidas como free church e são tremendas em todo o Reino Unido.  

Agora as grandes catedrais, conhecidas como hight church, são um declínio total. Mas se você olhar a história dos avivamentos, todos os avivamentos se deram na igreja anglicana. Então é essa igreja que está de vez em quando quase morrendo, Deus vai lá e sopra, porque avivamento é isso.

Nos estados Unidos entrou o vírus do capitalismo dentro da igreja, entrou o vírus da prosperidade material nos líderes. Então tudo virou estrela e esqueceram que a única estrela que brilha no universo da igreja é a brilhante estrela da manhã.

E como você a igreja brasileira nesse contexto atual?
Esse vírus do capitalismo entrou na igreja brasileira, porque nós temos uma linha de copiar tudo que não presta dos Estados Unidos. Copiamos deles esse estilo de igrejão, que vira “oba oba”, esse “balacubaco”, onde não se prega mais o novo nascimento, arrependimento e nem  santificação, porque se não a igreja fica vazia.

É isso que está acontecendo nesse mundão, que se chama esse evangelho pregado hoje no Brasil. Mas uma coisa é certa, Jesus Cristo disse: “Eu edificarei a minha igreja!”. A igreja de Jesus Cristo é Ele que edifica ao modo dele.

Como surgiu o desejo de fazer esse trabalho lá no morro Dona Marta, no Rio de Janeiro?
Um dia eu vinha saindo da igreja com meu marido e os meus dois filhos. E era um domingo frio de julho, estava aquela garoa. Todo domingo nós íamos para um restaurante porque a cozinheira lá em casa não ficava. E naquele domingo as crianças que escolheriam o restaurante.
A minha filha queria ir para uma churrascaria muito chique aonde ela encontraria com as amigas, mas o meu filho, cinco anos mais novo que ela, queria ir para o restaurante Copacabana Palace porque ele acabaria de comer e iria pra casa jogar totó com os amigos. E eles estavam discutindo muito, porque a churrascaria era no flamengo e o restaurante em Copacabana.

Meu marido virou pra eles e disse: “olha, vocês vão parar de discutir e decidir por que se não eu vou decidir”. Nisso o porteiro abriu o portão da entrada e veio uma menininha negra e magra pra perto do carro, úmida por causa da chuva, e oferecendo acho que era chocolate pro meu marido comprar.

Ele simplesmente ignorou a garota, passou em cima de uma poça d´água, a garota se assustou, os docinhos dela caíram no chão e ela ficou lá toda suja de lama. Aquilo foi o início do meu trabalho com crianças da favela. Eu me senti tão envergonhada de estar saindo da igreja, meus filhos discutindo qual o restaurante chique que iriam e uma criança ali, sem saber quando iria comer e tudo que ela tinha na mão caiu no chão, e ainda jogamos lama nela.  Eu não consigo lembrar disso sem sentir meu coração palpitar.
No dia seguinte eu fui na igreja e perguntei ao porteiro de onde era aquela criança. Ele estendeu o braço e apontou para uma favela. Naquele dia eu descobri que tinha uma favela enorme ao lado da minha igreja. Nós tínhamos recém-chegado do Iraque. 

Eu comecei a sentir paixão por fazer trabalho com crianças, Deus começou a abrir as portas, mas meu marido era contra. Eu fui fazer um curso de liderança cristã em Cingapura e no meu segundo dia lá meu marido morreu aqui no Brasil. Quando eu voltei comecei o trabalho e pronto.

Muitos conhecem sua história de superação em Deus, qual foi sua experiência mais marcante em Deus?
A minha experiência mais marcante com Deus foi exatamente essa da menina na porta da igreja.
   

domingo, 10 de julho de 2011

ENTREVISTA COM ANA PAULA VALADÃO SOBRE DVD SOL DA JUSTIÇA

Ana Paula Valadão concedeu um entrevista ao Jornal Atos Hoje, da Igreja Batista da Lagoinha, onde fala das novidades para a gravação 'Sol da Justiça' que acontece neste sábado em Natal, RN.

As expectativas, , os desafios, as mudanças e as novidades, e um pouco da história do ministério Diante do Trono você confere na entrevista:
  
Já constam 13 gravações na sua experiência ministerial de louvor e adoração no Diante do Trono, o que significa essa 14º gravação?
Ana Paula Valadão: Esta 14° gravação tem um gostinho especial, de recomeço. Depois de dois anos morando fora do Brasil por causo do mestrado do meu esposo, Gustavo, agora voltamos e é muito bom estar em casa, na nossa pátria amada! E também é um novo começo porque passamos por grandes mudanças na equipe do Diante do Trono, e esta é a primeira gravação com o novo formato, novo som, e por isso tudo há uma sensação de dependência, de primeiro amor, de estar no início outra vez!

Como nasceu o CD/DVD “Sol da Justiça”? Por quê Natal? 
Ana Paula Valadão: Dentro da missão que Deus me deu está fazer festas, promover grandes ajuntamentos, entronizando Jesus em lugares específicos do nosso Brasil. E desta vez, o que veio ao meu coração é que deveríamos gravar em uma praia, como parte de uma consagração do litoral brasileiro ao Senhor Jesus. E quando estávamos indo ministrar em Natal, no final de 2010, quase aterrissando, o texto de Malaquias 4.2 veio ao meu coração: “Mas sobre vós que temeis o meu nome nascerá o Sol da Justiça trazendo cura em suas asas”. Ali as portas se abriram, e creio que Natal representa bem as belíssimas praias e cidades litorâneas do nosso país. Vamos adorar a Jesus na praia, no portal de entrada da nossa nação e continente.

Como você entende essas portas que o Senhor tem aberto para adorá-lo e entronizá-lo nas praias, a exemplo da gravação no Rio e o primeiro Cruzeiro DT ano passado? 
Ana Paula Valadão: Realmente Deus está conduzindo tudo, e estamos ministrando na praia mais do que nunca! O Cruzeiro – Adoração em Alto Mar – em que ungimos o mar e oramos pelo Brasil. Agora a gravação. E em dezembro, se o Senhor permitir e tudo correr bem, a Rede Globo fará um Festival Gospel, que acontecerá na Praia do Flamengo, na exata praia onde íamos gravar o Príncipe da Paz e depois fomos para o Sambódromo. Aquele tempo era o de entronizarmos Jesus nos locais de festa, e ali acontece o principal Carnaval brasileiro. Essa mudança da gravação no Rio foi muito providencial, pois na época eu não tinha entendimento como hoje da importância das praias. Agora sim, é o kairós, o tempo de Deus, nesse processo de redenção, profetizando sobre os mares e praias do Brasil.

Podemos fazer uma retrospectiva no âmbito natural dessas 13 gravações. Mas, e para você, especificamente, qual a retrospectiva espiritual de transformação em Deus da sua própria história de vida? E na nação?

Ana Paula Valadão: Uau... eu poderia compartilhar tantas coisas... Mas posso dizer que comecei menina, e fui crescendo, amadurecendo, e hoje me vejo como mãe. Sei que Deus tem uma unção específica sobre a minha voz e minha vida, mas eu me vejo de maneira especial hoje, levantando a nova geração, que levará adiante esta adoração a Deus mesmo quando eu não estiver mais aqui. E na nação, percebo que somos um povo apaixonado por Jesus e que ama desfrutar de Sua presença em meio aos louvores. Já caminhamos bastante desde que o DT começou, em 98, no que diz respeito à abertura para novos sons, ritmos, na busca pela excelência musical. Mas se existe algo que precisa ser sempre renovada é a liberdade e espontaneidade em adoração. Fazemos regras e formatamos tudo muito rápido. Eu acredito que hoje estamos entrando em um novo tempo como nação, de um frescor do Espírito outra vez, como experimentei nos meus primeiros dias.

Após esse tempo de mudanças estabelecidas pelo Senhor no DT, como você avalia o período de transição em dezembro, o Congresso DT, até agora com mudanças recentes e a aproximação da Gravação DT14?

Ana Paula Valadão: O Senhor faz tudo tão lindo, como diz Salomão em Eclesiastes 3: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo”. A saída de pessoas amadas do nosso ciclo de convivência mais próxima é sempre dura e difícil. Mas nos alegramos em perceber a direção de Deus guiando cada pessoa a um novo tempo em suas vidas. Continuamos todos amigos, nos amando, e entendendo o tempo perfeito de Deus para esta nova geração assumir o seu lugar no Diante do Trono. A resposta das pessoas que adoram conosco nos cultos na Lagoinha ou nas viagens que fazemos, tem sido muito positiva até aqui. Só Deus é imutável. Tudo passa, se transforma. Mudanças fazem parte de nossa vida e todos nós precisamos estar abertos para elas.

Cremos que a cada ano Deus direciona de uma maneira e realiza o novo Dele. Como você está percebendo a direção de Deus para a gravação do CD/DVD “Sol da Justiça”?

Ana Paula Valadão: Nesta gravação senti algumas direções claras de Deus, e que estou procurando obedecer. Deveríamos cantar hinos. Assim, a nossa geração, inclusive das multidões de novos convertidos a Cristo, poderão aprender com estas músicas centenárias. Deveríamos regravar músicas antigas do DT. Fizemos um medley (junção de duas ou mais canções)com canções que todos já conhecem, e assim, o novo convertido sempre vai lembrar o legado do que vivemos no passado. Também deveria gravar com um convidado especial a quem eu pudesse honrar, e outra vez, a nova geração será apresentada a um pai da adoração, Asaph Borba. E também deveria gravar algumas músicas internacionais que marcaram minha vida nesses últimos anos. Continuaremos orando pelo Brasil, e em um momento especial as bandeiras de todos os estados litorâneos do país serão colocadas diante de Deus em oração. E o CD vai terminar com a música “Sol da Justiça”, que é um clamor pela nação, baseada no texto de Malaquias que recebi naquela viagem, chegando em Natal no ano passado e que me inspirou para gravar nessa cidade.

O que você pode adiantar a respeito da programação?

Ana Paula Valadão: Um som novo, muita guitarra (risos), a presença do Asaph Borba e dos outros solistas convidados, que serão Helena e João Lúcio Tannure, Mariana Valadão, André Valadão e Nívea Soares. Teremos uma belíssima dança, com meu primo, André Valadão e Isa Coimbra. No mais, deixo algumas surpresas para todos, e espero também ser surpreendida pelo Espírito Santo nesta noite!

Como vocês têm aliado, ao longo dos anos, a técnica ao espiritual para garantir a excelência em cada gravação?

Ana Paula Valadão: Acredito que Deus não fica impressionado se cantamos bem ou mal. Ele tem os próprios anjos, que nem precisam respirar entre as frases! Mas o que toca o coração de Deus é o nosso coração de verdadeiro adorador. Deus busca adoradores e não adoração. Ele busca relacionamento conosco! Ao mesmo tempo, Deus é excelente. Tudo o que Ele faz é assim. Então, devemos buscar nos aperfeiçoar em tudo nas nossas vidas, pois queremos nos parecer com nosso Pai! Sabemos também que temos a missão de levar a mensagem a outros. Quanto melhor cantarmos, tocarmos, dançarmos, nos expressarmos, mais pessoas poderão ser alcançadas pelo nosso testemunho enquanto adoramos. E é por amor a Deus e pela missão de alcançar as pessoas, que buscamos ser excelentes tecnicamente. Mas o que nunca podemos perder é esta motivação de agradar a Deus em primeiro lugar, e isso, não tem nada a ver com a técnica, e sim, em ser um verdadeiro adorador.

Para você, quais são os principais desafios a cada ano?

Ana Paula Valadão: Para mim, especificamente, é a responsabilidade de liderar esta obra tão grande e especial. Eu preciso estar sensível a Deus para escolher o lugar onde a gravação acontecerá, conduzir a decisão do repertório, solos, e da ministração em si. Onde colocar cada coisa, o que vai ser dito, dançado, o que fica no CD, no DVD, o que entra ou não na edição destes materiais, e tantas outras decisões que me levam a depender sempre de ouvir Deus.

As pessoas tendem a pensar que com o passar do tempo a experiência acaba tirando o “frio na barriga” e a ansiedade. Naturalmente e espiritualmente falando, você acredita que isso seja verdade? Como é o período que antecede a gravação com ensaio, Moriá e etc?

Ana Paula Valadão: Acho que a cada ano aprendo mais, melhoro muitas coisas, e nessas mesmas coisas não tenho tanta insegurança como antes de dominá-las. Mas como nossa música é mais do que som, e nosso anseio é ver Deus agindo em meio aos louvores, nosso “frio na barriga” está em cultivar a sensibilidade para ouvir Deus e ser guiado por Ele enquanto tocamos e cantamos. Por isso, os jejuns, as orações, o retiro espiritual “Moriá” que fizemos esse ano, e tudo mais que fazemos em busca desta sensibilidade para com o Espírito Santo.

No seu coração, quais são as expectativas em Deus para cada encontro profético de adoração ao Senhor?
Ana Paula Valadão: Espero ter um encontro pessoalmente com Jesus enquanto O adoro. Amo ser impactada, tocada por Sua Presença. E espero que as pessoas também sejam envolvidas por uma atmosfera da glória de Deus e que tenham experiências transformadoras em suas próprias vidas e histórias. Curas, milagres, salvação, libertação, decisão por mudança, chamados ministeriais, e infinitamente mais...


Ao olhar para trás, certamente encara muitas vitórias e muitas renúncias. Qual é o balanço que faz desses anos?

Ana Paula Valadão: Valeu a pena renunciar aquilo que em cada época eu achava tão precioso para receber de Deus o Seu melhor para minha vida. Eu faria tudo de novo, ou, se possível, renunciaria mais rapidamente à minha vontade pela de Deus, que nunca falha.

Cada um faz uma leitura de cada gravação, tanto a crítica gospel quanto a crítica secular. Vemos, lindamente, que o DT está cada vez mais ganhando espaço na mídia secular, seja por meio de programas de TV e até mesmo abertura para ministrar em locais antes “fechados”. O que isso representa para a história da adoração no Brasil? E como você lida com a crítica gospel hoje?

Ana Paula Valadão: Vejo que é um novo tempo de conquista para a Igreja do Senhor Jesus no Brasil. Através da entrada nos veículos de mídia não evangélicos estamos alcançando vidas que antes não poderíamos alcançar dentro das quatro paredes de nossas Igrejas. As críticas sempre virão, fazendo ou deixando de fazer. Tenho aprendido que o mais importante não é a minha reputação, ou seja, o que as pessoas dizem a meu respeito. Mas o importante, é o meu caráter, o que Deus diz a meu respeito. E acredito que o Pai tem Se agradado de mim e guiado meus passos. Isso é o que importa.

Como você pode definir e testemunhar a respeito desses anos todos servindo, temendo, dependendo, amando ao Senhor e contagiando o mundo com sua fé em Cristo Jesus, adorando-o em espírito e em verdade?

Ana Paula Valadão: Posso definir como um privilégio, honra e somente agradecer por tudo isso. O Pai poderia ter escolhido levantar qualquer pessoa, mas me fez, formou, capacitou, e minha vida só tem sentido em Sua perfeita vontade. Sou muito feliz, pois ao longo da minha história tenho podido mostrar Jesus a tantas pessoas, e não me imagino fazendo nada mais do que isso, seja qual for a minha atividade. Existo para Deus.

Sua mensagem final!

Ana Paula Valadão: Que todos possam ir conosco para a gravação do DT14 em Natal! Quem não for fisicamente pode ir orando por nós e pelas vidas que serão alcançadas através de cada canção e oração que serão levantadas dia 16 de julho no Rio Grande do Norte. Muito obrigada!






Por Thalita Daher
Extraido: Jornal Atos Hoje

quarta-feira, 15 de junho de 2011

HELENA TANNURE: "TEM MUITA GENTE BUSCANDO NO MINISTÉRIO A REALIZAÇÃO PESSOAL"

Ministrando no MIB o Seminário de Intercessão junto com a pastora Ezenete Rodrigues e uma equipe da Igreja Batista da Lagoinha, no último final de semana, Helena Tannure concedeu uma entrevista ao blog da rede e falou sobre os anos no Diante do Trono, sobre a amizade com Ana Paula Valadão e como o Senhor tem a conduzido nesse novo tempo fora do ministério DT. Confira:

Você é conhecida em todo o Brasil, primeiro, por fazer parte do Diante do Trono, mas depois por ser solista da canção Lugares Altos, do CD Quero Me Apaixonar. Além desse reconhecimento, o que essa canção representa pra sua vida?
No dia em que fomos gravar o DVD que tem essa canção, o Quero Me Apaixonar, em São Paulo, a minha filha mais nova, que estava completando um ano naqueles dias, adoeceu.


Ela estava em Belo Horizonte e eu em São Paulo. Quando eu recebi a ligação e soube que minha filha estava precisando de mim, a minha vontade era jogar tudo pro alto e correr pra Belo Horizonte, fiquei muito preocupada. Foi então que veio a palavra do Senhor dizendo: “viva o que você está cantando”.


Como diz a letra, “Ele me faz andar em lugares altos, acima dos problemas, acima das tribulações, acima das nossas dores”.

Como você descobriu o seu chamado para o ministério de louvor?
Eu costumo dizer que nós descobrimos o nosso chamado através do que acontece com as pessoas ao nosso redor quando estamos fazendo aquilo pra que Deus nos chamou. Isso é muito importante.

Quando chegam pra você e dizem que foram tocadas por Deus por causa daquilo que você estava fazendo, Deus mostra que capacita você para aquilo. Então foi assim, as pessoas começaram a chegar pra mim para dizer isso e foi confirmado no meu coração.

E agora como pregadora. Como você descobriu essa vocação em pregar a palavra de Deus, depois de tantos anos cantando no DT?
Como eu estava falando agora, Deus confirmou através do que Ele fazia na vida das pessoas quando eu pregava.


Quando eu fui fazer meu teste vocacional, lá na minha época de escola, o resultado foi oratória, algo ligado a comunicação. Eu não gostei e nem dei importância.


Eu não sou pastora e nem tenho um ministério voltado para pregação, mas há uns 8 ou 9 anos atrás, eu compartilhei com a Ana Paula (Valadão) que tinha sido muito ministrada por um livro que estava lendo. Foi então que ela me chamou para compartilhar isso no Congresso de Louvor e Adoração daquele ano, uma ministração que falava da Humildade – a beleza da santidade.


Depois do congresso, muitas pessoas chegaram a mim para compartilhar que tinham sido muito tocadas através daquela palavra.

Por que sair do Diante do Trono?
Porque chegou o tempo de Deus. Uma coisa que eu sempre pedi a Deus foi que quando chegasse o tempo de sair eu pudesse perceber os sinais, para que tudo acontecesse de uma forma bonita. E foi assim que aconteceu. Graças a Deus eu percebi os sinais e sai quando o ciclo se fechou.


As vezes é difícil entender que devemos sair daquele lugar que nos alimentou por tanto tempo, um lugar de conforto, mas Deus nos desafias a estar na vontade dEle, que nem sempre é lugar de conforto.

E o chamado pra cantar, acaba?
Não. Eu saí do Diante do Trono, mas Deus continua tocando a vida das pessoas através da minha voz em vários lugares. A diferença é que agora estou num lugar de “desconforto”, sozinha, sem toda aquela estrutura do DT. Deus está querendo me fazer destravar numas áreas que eu anda não destravei. Eu preciso disso para cumprir a vontade dEle.

Vamos falar de história agora. Como você entrou na Igreja Batista da Lagoinha?
Bem, eu e o João éramos do Ministério Peniel, que era uma igreja que tinha nascido da Lagoinha. Ele tinha acabado de se converter e não estava se adaptando a igreja. Então um dia fomos visitar a Lagoinha e gostamos muito, aí ficamos até hoje.

Em que momento você conheceu Ana Paula Valadão?
Eu conheci a Ana quando ela tinha 14 anos, foi quando eu entrei na Lagoinha, vi ela fazer 15 anos. Mas eu só a conhecia como filha do pastor Márcio (Valadão). Só depois que ficamos amigas, quando eu entrei no grupo El Shamah.

Nesses 14 anos de história, é possível citar uma canção do Diante do Trono que marcou sua vida?
Muito difícil escolher, são muitas. Eu já falei de Lugares Altos, mas uma canção que marcou muito foi Preciso de Ti.


Eu lembro que o Diante do Trono estava em uma programação e a Ana começou a cantar uma parte dessa canção, pela primeira vez. Eu fui ministrada demais ao ouvir ela cantando somente aquela parte, a cappella.


Quando entramos no ônibus, eu virei pra Ana e perguntei dela que música era aquela. Ela falou que era uma canção que tinha acabado de fazer, então eu pedi: canta de novo. Ela cantou e, para minha surpresa, na divisão de vozes para a gravação do Diante do Trono 4, já tinham me colocado junto com a Ana exatamente cantando aquela parte que me tocou tanto: “distante de Ti Senhor, não posso viver, não vale a pena existir. Escuta o meu clamor, mais que o ar que eu respiro, Preciso de Ti”.


Outra música que marcou a minha vida foi Quero Ser, no início do ministério Diante do Trono, quem esteve no Seminário de Intercessão sabe por quê. É uma música do segundo CD do grupo, “Exaltado”.


Quando a Ana ensinou pra gente a música, eu não parava de chorar. Todas as vezes que a gente cantava aquela música, eu chorava e chorava demais, e eu pensei: como é que uma pessoa pode compor uma música que expressa exatamente o que minha alma precisava orar?


Cantando essa música, sem saber, eu estava gerando a minha libertação, pedindo a Deus: “eu quero caminhar como vencedor, como alguém que já morreu, mas em Ti ressuscitou”.


Falar de uma música do Diante do Trono é difícil, por cada uma marcou uma época, marcou uma experiência com Deus. Mas essas duas com certeza foram a trilha sonora e fizeram parte de muitos momentos da minha vida.

Qual a mensagem que você deixa para aqueles que estão começando a ouvir de Deus o chamado para suas vidas?
O recado que eu tenho para eles é o seguinte: o chamado nunca é pra nós. Tem uma geração valente que está se levantando, mas também tem uma geração que está sendo iludida.

Tem muita gente buscando no ministério a realização pessoal, mas o ministério é pra servir o outro, é colocar o seu talento, o seu dom a serviço do outro. Não é você no centro, é Deus no centro. E Deus ama o outro. O dom que ele te deu é tornar você uma comunicação entre Deus e o teu próximo.

Então que essa juventude se levante cumprindo o seu propósito e não apenas buscando no seu ministério uma oportunidade de aparecer e se auto-promover.

Que se levantem ministros dispostos a não negociar e a não fazer do ministério uma profissão, mas fazer do ministério um chamado, uma vocação em prol do outro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

BISPA RACHEL: "É IMPOSSÍVEL UM JOVEM CASAR ERRADO QUANDO SEU FOCO É DEUS"


Autora dos livros "Compromisso, o jeito bíblico de amar" e "Perguntas e respostas sobre o Compromisso" a bispa Rachel Castro esteve em Parnamirim no último final de semana de março e compartilhou com a juventude do Rio Grande do Norte os pilares para andar em Compromisso, doutrina que ensina o jovem a ter um relacionamento, baseado nos princípios cristãos, rumo ao casamento.

Durante o Seminário de Santidade, a bispa concedeu uma entrevista ao blog da Rede de Jovens, onde compartilhou mais profundamente sobre a doutrina do Compromisso e deu algumas dicas para o jovem encontrar a pessoa certa pra casar. Confira:


Qual o grande desafio ao ensinar essa juventude do século 21 a andar na doutrina do Compromisso?
Na verdade, o maior desafio é jogar o nosso jovem no meio dessa sociedade corrompida. Ou seja, nas escolas, na faculdades, no trabalho, nas amizades de rua, de bairro.


O maior desafio é expor os nossos jovens a esse tipo de relacionamento, porque nós ensinamos algo tão puro, tão santo, tão legítimo, que quando a gente expõe os nossos jovens para o convívio normal, é como se a gente estivesse colocando ele literalmente na “toca do lobo”, na “cova do leão” e pra mim esse é o maior desafio, que é esse liberar.
Estamos saindo de uma ministração maravilhosa de Deus e eu fico pensando no quanto isso os fortalece. Fortalece para quando saírem, encararem a realidade lá fora, que não tem nada a ver com que preguei nesse seminário, de muitos jovens. Então o maior desafio é o jovem que ministramos se manter como testemunho lá fora.

O jovens do MIB são ministrados há nove anos na doutrina do Compromisso. O que você tem observado, nesses poucos dias, na juventude da visão celular no Rio Grande do Norte?
Eu observei a juventude aberta e atenta a tudo que eu estava falando, receptiva. Mas também observei uma atmosfera de guerra espiritual, aquilo que eu falei da ingerência maligna no estado que existe em todo nordeste.

Nas cidades que são litorâneas, são turísticas, existe muita ação de imoralidade, de perversão, de sensualidade, e eu observei essa atmosfera no mundo espiritual, mas eu creio que a igreja aqui está posicionada e vai romper isso, em nome de Jesus.

Qual a origem dessa doutrina? Ouvi falar, certa vez, que o trabalho da JOCUM serviu de inspiração. É verdade?
O Compromisso foi uma estratégia que o próprio Deus nos deu e nasceu no nosso coração esse desejo, meu e do apóstolo Maurício.

Eu fiz JOCUM e lá havia um modelo de amizade especial, que era o relacionamento entre os missionários, mas eu nem gostava do nome porque o termo amizade especial parece amizade colorida e esse relacionamento não tinha restrições para contato físico. A única coisa que era nos passada é que não poderia ter relação sexual. Mas isso, as igrejas e os pastores sempre ensinaram, então não serviu de inspiração, mas me chamou atenção a estrutura, colocando o nome de amizade especial.

Daí surgiu o desejo de lançar uma nomenclatura que tirasse o jovem do foco do namoro. Então nós começamos a trabalhar dentro dessas idéias e Deus nos deu o Compromisso.

Qual sua opinião sobre a ‘Côrte’, ensinada em algumas igrejas também?
Eu particularmente não conheço muita coisa da Côrte. Eu sei que é uma cultura americana, veio de líderes, que inclusive tem vários livros. Um deles é o “Romance a Maneira de Deus” e tem outros livros também que são de outros autores que criaram também essa metodologia.

Sei também que tem algumas igrejas aqui no Brasil que adotaram o modelo do romance a maneira de Deus, da Corte, mas eu não conheço detalhes de estrutura, de como é a Corte no “beabá”.

Para o jovem que está se guardando, esperando sua esposa ou esposo, qual sua dica para perceber os sinais de Deus quando chegar a hora?
Quando a gente fala sobre o jovem colocar o interesse e os pensamentos dele em Deus, nós estamos querendo dizer que é impossível errar. Porque se uma pessoa está focada em Deus, com interesse em Deus, quando uma pessoa se aproximar dela, ela vai perceber na hora, vai ter todos os sintomas, se é laço ou não.

Agente, quando não falamos de casamento, consegue discernir quando uma pessoa é estranha, não tem vida com Deus ou quando tem, imagine se tratando de sentimento. A pessoa que está sintonizada em Deus vai discernir. Então pra mim, a maior dica é estar focado em Deus, estar focado nas coisas de Deus, nos interesses de Deus e dessa forma a pessoa vai perceber os sinais.

E claro, aquilo que sempre falo: observar como a pessoa trata a família, como trata os líderes, mentores, discipuladores; observar como é a pessoa no temperamento, porque uma das grandes situações hoje de divórcio no Brasil é a incompatibilidade de temperamentos, só perde para os casos de infidelidade, adultério. Então a pessoa tem que observar a questão do temperamento. Então as principais características que tem que se observar são família, temperamento e vida espiritual.

Nesse processo, até que ponto e opinião do líder é importante?
A influência do líder é fundamental, mas ela não pode ser manipuladora nem decisiva. A decisão é do jovem, a decisão é do solteiro. O discipulador tem uma participação fundamental como guia espiritual, como aquele que tem a função de conduzir espiritualmente o solteiro.

Então o líder tem a posição de orar, de aconselhar e de conversar, mas ele não pode, de forma alguma, fazer de tudo para que o discípulo não venha a casar com determinada pessoa, ou, se ele quer, fazer de tudo para que o discípulo venha a casar.

Então esse é um perigo muito grande. Eu sempre costumo dizer que a primeira decisão vem de Deus, depois dos pais e depois a opinião do discipulador. Então pra mim essa é a hierarquia do filho, do discípulo.

Como surgiu esse seminário sobre Compromisso?
Eu sempre escrevi sobre o Compromisso e sempre falei sobre a doutrina, por onde eu passava, mas a ênfase do seminário Compromisso nasceu em 2009.

Depois de tantos anos ministrando o Compromisso, que resultado você tem encontrado?
Os melhores resultados possíveis, graças a Deus. O Senhor tem me honrado muito. Eu tenho visto que veio dEle, quando Deus nos direciona, quando Deus nos capacita.

Tem sido uma receptividade muito grande. Os pastores, apóstolos e líderes por onde eu tenho passado, eles já tem recebido a doutrina. O complicado é você levar a visão do Compromisso quando a liderança não compra aquela visão, então fica tudo mais difícil. Mas por onde eu tenho passado, os pastores, líderes e apóstolos, todos já tem abraçado essa visão, todos já querem essa visão. Então é só um casamento de unção.

E os jovens eles são muitos sedentos, eles querem acertar, eles querem ser aconselhados no que eles devem fazer para não errar. Então o jovem é o mais aberto. Por mais que seja indigesta a parte de não beijar e de não tocar, ele quer tanto acertar, ele quer tanto ter uma família boa, que ele fica aberto pra ouvir.

Nos casos em que existem duas ou mais pessoas orando por uma determinada pessoa, como o líder deve conduzir a situação?
Essa é a coisa mais comum que acontece, principalmente com os rapazes que tem evidência de beleza, de unção, esses aí tem fila no céu.

A postura do líder é, em primeira mão, proteger o sentimento da ovelha, do discípulo, levando ele a descansar em Deus, entregar o seu coração na mão de Deus e deixar que Ele que vai fazer. Se for da vontade dEle, como tem o ditado popular, “o que é teu o bicho não come”.

Podem ter mil orando, “mil cairão ao teu lado, dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido”. O Maurício era o maior partido da JOCUM e eu era a mais feia das candidatas. Mil caíram ao meu lado, dez mil a minha direita e eu fiquei em pé. (risos)

Durante esses dias de seminário, muitos que estavam namorando decidiram entrar na doutrina. Como agir quando apenas um concorda com a visão do Compromisso?
Bem, eu penso que não dá pra continuar o relacionamento, porque isso é jugo desigual. E jugo desigual envolve não apenas o fato de ser crente ou não, mas envolve pensamento desigual, comportamentos desiguais. Então quando a Bíblia diz que nós não devemos nos colocar em jugo desigual, a Bíblia está falando em todos os sentidos, espírito alma e corpo.

Uma pessoa não pode entrar na revelação do Compromisso se o outro não concorda. Uma hora a opinião de um vai prevalecer e possivelmente será a do que não concorda, porque a carne fala mais alto. A carne já tem a sua guerra, ainda um não querendo, fica mais complicado.

Qual sua expectativa para dezembro de 2012, em que 1 milhão de jovens estarão em Brasília, num momento profético?
Eu to sonhando com isso. Eu e meu marido estamos respirando isso. Pra mim Deus está abrindo portas muito importantes na nossa direção de aprovação desse propósito. Então eu creio que vai ser o maior evento da visão celular para a juventude até hoje. Eu não tenho notícia de nenhum evento da visão que envolveu 1 milhão de pessoas. Então eu acho que vai ser “o evento”.

É claro que nós não vamos trabalhar só com a visão. Nós vamos trabalhar com a juventude cristã brasileira. A partir desse segundo semestre nós vamos fazer todo um trabalho de publicidade, nós vamos envolver o jovem cristão. E a partir do ano que vem nós vamos entrar com um trabalho muito forte em Brasília, em Goiás e nas regiões vizinhas, porque do restante do Brasil a gente quer 300 mil pessoas. As outras 700 mil pessoas serão de Brasília e redondezas. Então a gente vai fazer um trabalho muito forte.

Vai ser algo muito grande, de muito impacto. Estamos com uma expectativa muito grande. Eu sei que vai ser um divisor de águas, porque nenhum político, nenhuma mídia, vai desconsiderar um milhão de jovens.

Uma coisa são um milhão de pessoas, um milhão de crentes, mas com um milhão de jovens cristãos a mídia, a política, põe o olho. Então a gente vai entrar numa evidência, que a gente não tem proporção. Isso eu nem quero pensar ainda. O que eu sei é que o que falarmos dali pra frente vai ter peso.

Por exemplo, quando a gente exigir entrar nas faculdades, porque o homossexuais estão fazendo a cartilha deles pra entrar nas escolas, então agente quer entrar também com a cartilha do Compromisso nas escolas.

Quando colocarmos 1 milhão, a gente vai ter peso no Ministério da Educação pra defender os valores da família, os valores do casamento heterossexual. Então, o que a gente pedir, depois de colocarmos 1 milhão, a gente vai ter peso pra isso.

quarta-feira, 30 de março de 2011

CONFIRA ENTREVISTA COM PASTOR CLAUDIO SOBRE A REDE DE JOVENS NO MIB

Na quarta-feira da semana passada (23), o Pastor Claudio Dias concedeu uma entrevista para o Canal 8, uma web TV vinculada a organização de evangílicos do Rio Grande do Norte.

Na entrevista, o pastor contou um pouco da história do trabalho com a juventude do MIB e falou da expectativa desse pastoreio para os próximos anos. Confira: