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domingo, 4 de setembro de 2011

TESTEMUNHO: DEPOIS DE PARADA CARDÍACA DE 8 MINUTOS, BIANCA TOLEDO VOLTA A VIDA



"Eu nasci em Brasília, e desde pequena, a minha família se reunia para me ouvir cantar. Muito tímida, me negava a participar de apresentações públicas na escola, mas estudava piano, violão e já escrevia canções para os amigos e para Jesus, que havia conhecido na igreja católica, no movimento carismático.

Aos 16 anos mudei-me para Araçatuba, interior de São Paulo, onde tive um encontro marcante e transformador com Deus, na comunidade evangélica e decidi dedicar minha vida totalmente a Ele. Mergulhei na Palavra de Deus e dediquei-me a busca do Espírito Santo com todas as minhas forças, pois finalmente havia encontrado meu lugar.

Com 18 anos fui para São Paulo para estudar psicologia, mas acabei transferindo meu curso para faculdade de música já que meu ministério com louvor e adoração era cada dia mais presente. Comecei a participar de gravações e minhas canções começaram a ser gravadas. Na igreja, alem do ministério de louvor, dedicava-me à visão celular, apaixonada pela missão de ganhar vidas e formar líderes transformados pelo poder de Deus.

Com 21 anos fui desafiada a participar do programa “Raul Gil”, descobrindo que minha missão ultrapassava as paredes da igreja e que minha música seria ouvida por todos, alcançando também o público secular. Nunca havia cantado fora da igreja, eu escolhia canções que pudesse cantar para Deus e minhas interpretações eram intensas exatamente por esse motivo. Permaneci no programa por um ano, vencendo o concurso “Usina de Talentos” e gravando um CD.

Em 2007 participei do encerramento do programa “Criança Esperança”, na rede Globo, e no final de 2008 gravei meu primeiro álbum solo: “O Amor Prevalecerá”. O diferencial deste disco está na brasilidade do som e na maneira natural com que a poesia de minhas canções expressar minha espiritualidade, cativando e atraindo pessoas de diversas religiões, promovendo um encontro suave com Deus através de cada faixa.

Dia 11 de outubro José Vittorio nasceu, mas eu precisei ser entubada no parto e não pude conhecer meu filho. Meu organismo entrou em choque e fui submetida imediatamente a uma cirurgia que confirmou: meu intestino havia se rompido e eu tinha uma sepcemia. Todo meu organismo havia sido infectado e a minha vida ficou por um fio.

José Vittorio foi para UTI Neonatal, e 10 dias depois para casa. Eu permaneci 52 dias em coma lutando diariamente pela vida, desenganada pelos olhos naturais, visto que já havia passado por 10 cirurgias, feito mais de 300 transfusões de sangue, tido duas paradas cardíacas – uma de mais de 8 minutos – e contraído inúmeras bactérias hospitalares, inclusive a pior delas, chamada KPC. Inúmeros antibióticos fortíssimos foram ministrados, me deixando desfigurada e com um quadro de edema generalizado.

Os sistemas cardiovascular, respiratório e renal estavam falidos. A única esperança era um verdadeiro milagre. Os boletins médicos eram divulgados na internet diariamente e igrejas do Brasil todo e de fora do Brasil, se uniram em um clamor incessante pela minha vida. Havia um relógio de oração de 24 horas preenchido por muitas pessoas que não me conheciam, mas foram levantadas a orar por mim.

Muitos pastores e ministros de louvor me visitavam no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e ministravam minha vida, crendo no poder da ressurreição.
Minha pastora, Fernanda Brum, levantou um clamor pela minha vida em todos os lugares por onde passava com seu ministério, Profetizando às Nações. Ela, definitivamente, não abriu mão de minha vida. Enquanto as pessoas oravam por mim, vidas eram transformadas e milagres aconteciam por todo o Brasil.

No início de dezembro, sai do coma, mas minha respiração era mecânica e não havia mais movimentos em meu corpo. A luta pela vida continuava, mas agora estava consciente e, por esse motivo, a angústia de minha família era maior.

Eu acordei e aos poucos comecei a entender o que havia acontecido. Sabia que agora estava só, meu bebê não estava mais comigo. Estava presa em um leito, sem poder falar, sem me mexer, com muitas lembranças dos dias de coma, com febres terríveis, longe de todos e com poucas horas de visita familiar por dia. Na maior parte do tempo, observando o movimento do CTI, eu tentava entender o que havia acontecido comigo, sem imaginar como um dia minha vida voltaria ao normal, já que nem respirar sozinha eu podia.

Todos que iam me visitar se impressionavam a me ver daquela forma e muitos não continham as lágrimas. Minha aparência e meu diagnóstico eram um desafio de fé para os mais fervorosos irmãos de oração.

Passei o natal e o ano novo no leito, sem falar, sem me mexer, pensando que havia uma vida lá fora, meu filho estava em algum lugar e eu estava ali, a espera de um milagre. Eu pedia ao Espírito Santo que ficasse comigo, e foi Ele que me sustentou em todos os momentos, zelando cuidadosamente por mim.

A pastora Fernanda havia deixado um MP4 que tocava louvores e ministrações da Palavra 24 horas ao dia. E eu era alimentada por isso.

Havia uma guerra pela minha vida, isso é um fato. Mas Deus não desistiu de mim. O clamor não cessava e, no fim do ano, o desejo do coração de muitos era me ver curada e de volta a vida, com a oportunidade de conhecer meu filho e poder criá-lo.


No dia 31 de dezembro fui transferida novamente de hospital. Quando suspenderam todos os medicamentos, meu organismo surpreendentemente reagiu. Dia a dia comecei a apresentar melhoras e ouvir os testemunhos de oração que chegavam até mim. Comecei a acompanhar o movimento pela internet, mas ainda não falava e nem tinha perspectiva de voltar a andar ou mesmo ficar em pé.

Fazia seis horas de hemodiálise por dia. Perdi meu cabelo e começava a ficar, aos poucos, livre do respirador. Haviam grandes feridas abertas no meu abdome, sem perspectiva de fechar e todos os dias eram buscados métodos de drenagem e cicatrização. Fui para um CTI semi-intensivo e minha família pode passar mais tempo comigo, o que me ajudou muito, muito mesmo.

Eu me comunicava através de um quadro com letras, onde apontava e formava frases, que na maioria das vezes diziam: Tenho fome, tenho sede. Estava há meses sem um gole de água e sonhava com o dia em que voltaria a ingerir alguma coisa. Vivemos milagres diários. Vencemos as bactérias, o respirador, e meu rim voltou a funcionar na última semana, me fazendo vencer também a hemodiálise.

Recebi alta no dia 18 de fevereiro conseguindo ficar em pé e dando poucos passos apoiada, mas com a maior expectativa de finalmente ver meu filho, que já tinha quase cinco meses. Quando cheguei em casa, olhei para ele e ele sorriu pra mim. Talvez um dia eu consiga explicar o que senti naquele momento. Eu ainda não podia tocá-lo, e permaneci assim por mais 40 dias. Não podia ser tocada por ninguém, por causa da colonização das bactérias.

Minha reabilitação foi intensa, porque ainda não caminhava e era totalmente dependente. Minha voz era muito baixa e rouca, por tantos meses sem falar.Tive que vencer inúmeros conflitos diários. Reaprendi a vida nos mínimos detalhes. A perda dos cabelos, a perda da voz, as inúmeras marcas no meu corpo, a construção do vínculo com meu filho. Teremos muitas oportunidades de falar sobre tudo isso, porque são experiências muito preciosas que tive e tenho tido com Deus. Eu vou registrar tudo isso em um livro que espero ficar pronto ainda este ano.

Mas hoje eu posso dizer que haverá dias sem respostas, noites longas também, mas o regente de todas as coisas compõe uma nova canção no silêncio. Devo muito ao clamor da igreja, às campanhas de doação de sangue, à união do povo de Deus. Sou a prova viva de que Deus ouve a oração do seu povo e tem poder pra ressuscitar os mortos, Ele é poderoso para dar, tirar e voltar a dar. Ele simplesmente É.

Em cinco meses de reabilitação estou independente, voltando à vida normal. Que certamente nunca mais será a mesma. Preparando minha voz com uma fonoaudióloga e ainda seguindo com a fisioterapia.

Existe um caminho ainda para a recuperação total, mas é um caminho glorioso e cheio de milagres. Por onde passo as pessoas são tocadas por esta historia terrivelmente transformadora.
Preciso dizer ao mundo que Deus existe, envergonha a incredulidade, surpreende a ciência e eu sou a prova viva do Seu poder".

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ASSISTA TESTEMUNHO DE CONVERSÃO DA PREFEITA MICARLA DE SOUZA

Na última sexta-feira (5), em congresso na Igreja Batista da Lagoinha, a prefeita de Natal, Micarla de Souza compartilha de seu testemunho de conversão a Cristo. 

Depois de muita perseguição ao trazer o Ministério Diante do Trono para gravar o seu 14º DVD em Natal, a prefeita passa por um Acidente Vascular Cerebral em dezembro e, 15 dias antes do evento, em julho, é internada em São Paulo com baixa frequência cardíaca.

Assista o testemunho e saiba como tudo aconteceu:



sábado, 23 de julho de 2011

EDMÉIA WILLIAMS: "O VÍRUS DO CAPITALISMO ENTROU NA IGREJA BRASILEIRA"

Ao ministrar o Seminário “Discipulado” no Ministério Internacional Belém na última semana do mês de junho a doutora e missionária Edméia Williams concedeu uma entrevista ao blog da Rede de Jovens onde contou um pouco da seu trabalho no morro Dona Marta/RJ e compartilhou um pouco da sua história marcante. Confira:

Qual o principal objetivo do Seminário Discipulado para a igreja de Jesus?
O objetivo normalmente nasce no coração da igreja local, mas o que Deus colocou no meu coração todas as vezes que eu prego é exatamente chamar as pessoas de volta para a Palavra de Deus.

O meu ministério tem como marca principal a Palavra de Deus. Eu prego a Palavra de Deus de tal maneira que as pessoas se apaixonam por ela, por isso que ela tem que ser pregada na íntegra, mas de forma interessante e com entonação interessante, explicando de forma simples, porque o evangelho é simples, a Palavra é simples. É tão simples que as próprias crianças queriam ficar com Jesus.

Como esse ministério começou?
Não se pode separar a fé das obras. Eu atuo de acordo com o que eu creio. Por exemplo, se você não cresse que eu estaria aqui hoje, você não teria vindo. Então fato de você vir é porque você creu que eu estaria aqui.

A minha fé é estrada através da minha prática. Quando eu prego o amor de Deus, é preciso que eu mostre o amor de Deus. E o amor de Deus não vai ser visível sem uma ação na direção dos necessitados. Por exemplo, a Bíblia diz que “porque Deus amou o mundo de tal maneira, Ele deu seu filho unigênito”. Então o fato dEle ter dado seu filho único é por causa do tremendo amor dEle por nós.

Se eu realmente amo Jesus e amo esse Deus, eu vou me voltar para os necessitados, porque a única coisa que a igreja de Jerusalém pediu ao apóstolo dos gentios é que ele não se esquecesse dos pobres.

Como a senhora analisa o declínio do evangelho em países como Estados Unidos e Inglaterra?
Eu tenho uma experiência muito profunda no Reino Unido. Eu prego muito na Inglaterra, na Irlanda do Norte, na Irlanda do Sul, Pais de Gales e Escócia. Nesse momento, inclusive, a minha companheira de ministério está lá.

Quando dizem que o evangelho diminuiu muito no Reino Unido é porque estão olhando muito para igrejas tradicionais. Mas quando você olha Kensington Temple, não existe no Brasil uma igreja maior e mais avivada, além de outras, que juntas são conhecidas como free church e são tremendas em todo o Reino Unido.  

Agora as grandes catedrais, conhecidas como hight church, são um declínio total. Mas se você olhar a história dos avivamentos, todos os avivamentos se deram na igreja anglicana. Então é essa igreja que está de vez em quando quase morrendo, Deus vai lá e sopra, porque avivamento é isso.

Nos estados Unidos entrou o vírus do capitalismo dentro da igreja, entrou o vírus da prosperidade material nos líderes. Então tudo virou estrela e esqueceram que a única estrela que brilha no universo da igreja é a brilhante estrela da manhã.

E como você a igreja brasileira nesse contexto atual?
Esse vírus do capitalismo entrou na igreja brasileira, porque nós temos uma linha de copiar tudo que não presta dos Estados Unidos. Copiamos deles esse estilo de igrejão, que vira “oba oba”, esse “balacubaco”, onde não se prega mais o novo nascimento, arrependimento e nem  santificação, porque se não a igreja fica vazia.

É isso que está acontecendo nesse mundão, que se chama esse evangelho pregado hoje no Brasil. Mas uma coisa é certa, Jesus Cristo disse: “Eu edificarei a minha igreja!”. A igreja de Jesus Cristo é Ele que edifica ao modo dele.

Como surgiu o desejo de fazer esse trabalho lá no morro Dona Marta, no Rio de Janeiro?
Um dia eu vinha saindo da igreja com meu marido e os meus dois filhos. E era um domingo frio de julho, estava aquela garoa. Todo domingo nós íamos para um restaurante porque a cozinheira lá em casa não ficava. E naquele domingo as crianças que escolheriam o restaurante.
A minha filha queria ir para uma churrascaria muito chique aonde ela encontraria com as amigas, mas o meu filho, cinco anos mais novo que ela, queria ir para o restaurante Copacabana Palace porque ele acabaria de comer e iria pra casa jogar totó com os amigos. E eles estavam discutindo muito, porque a churrascaria era no flamengo e o restaurante em Copacabana.

Meu marido virou pra eles e disse: “olha, vocês vão parar de discutir e decidir por que se não eu vou decidir”. Nisso o porteiro abriu o portão da entrada e veio uma menininha negra e magra pra perto do carro, úmida por causa da chuva, e oferecendo acho que era chocolate pro meu marido comprar.

Ele simplesmente ignorou a garota, passou em cima de uma poça d´água, a garota se assustou, os docinhos dela caíram no chão e ela ficou lá toda suja de lama. Aquilo foi o início do meu trabalho com crianças da favela. Eu me senti tão envergonhada de estar saindo da igreja, meus filhos discutindo qual o restaurante chique que iriam e uma criança ali, sem saber quando iria comer e tudo que ela tinha na mão caiu no chão, e ainda jogamos lama nela.  Eu não consigo lembrar disso sem sentir meu coração palpitar.
No dia seguinte eu fui na igreja e perguntei ao porteiro de onde era aquela criança. Ele estendeu o braço e apontou para uma favela. Naquele dia eu descobri que tinha uma favela enorme ao lado da minha igreja. Nós tínhamos recém-chegado do Iraque. 

Eu comecei a sentir paixão por fazer trabalho com crianças, Deus começou a abrir as portas, mas meu marido era contra. Eu fui fazer um curso de liderança cristã em Cingapura e no meu segundo dia lá meu marido morreu aqui no Brasil. Quando eu voltei comecei o trabalho e pronto.

Muitos conhecem sua história de superação em Deus, qual foi sua experiência mais marcante em Deus?
A minha experiência mais marcante com Deus foi exatamente essa da menina na porta da igreja.
   

quarta-feira, 20 de abril de 2011

FOLLOW - O EVANGELHO DE JESUS SEGUNDO O TWITTER

Com o objetivo de equipar igrejas através de diferentes tipos de midia, Rob Thomas fundou um ministério em 2001 ao reconhecer seu potencial para criação de curtas que pudessem impactar e auxiliar o ensino dos pastores.

Os vídeos se tornaram sucesso devido ao crescimento da internet e das redes sociais, como o vídeo That’s my King (Esse é meu Rei). O mais recente vídeo do ministério é “Follow” (Siga) que aborda a história de Cristo através da rede social Twitter. 

No vídeo é retratado, de uma maneira criativa, o ministério de Cristo até sua crucificação e ressurreição através da comunicação em 140 caracteres do Twitter.

Assista abaixo a versão em português de “Follow”:
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

sábado, 12 de março de 2011

MARINA SILVA: "É INCOERENTE AMARMOS O CRIADOR SEM RESPEITAR SUA CRIAÇÃO"

Missionária e ambientalista, Marina Silva despede-se do Senado após 16 anos defendendo a causa ambiental no Governo, tanto como senadora, quanto como ministra do Meio Ambiente. A ex-candidata à presidência da República pelo Partido Verde (PV) fala sobre seu ministério, o movimento pró-Marina Silva, as barreiras e conquistas em seu ativismo ambiental, o papel da igreja na obra restauradora de Deus na Terra e seus sonhos para o País.

 

A infância difícil no Acre, de muitas privações, ajudou a levá-la ao encontro com Deus?
Foi uma infância bem paradoxal, porque tinha a abundância dos recursos da Floresta Amazônica, apesar de algumas faltas em outras áreas. Eu era uma criança que ficava contemplando as estrelas, o sol, a lua, o céu, as coisas da natureza e identificando em tudo isso a presença de Deus. E na escassez de alimento e nas dificuldades de doenças, porque não havia médico, poder contar com o sobrenatural era a única esperança que tínhamos. Então, Deus sempre ocupou um lugar muito forte na minha vida.


O versículo "Quando sou fraco é que sou forte" (2 Coríntios 12:10) abre a sua biografia. Como, ao longo dos anos, a fé ajudou na superação da fragilidade na saúde?
Quando a gente se depara com uma falta em nós mesmos, com nossa insuficiência para uma série de coisas, não somos capazes de nos sentirmos amados e de termos o amor do outro, nem de nos sentirmos saudáveis, se a saúde não está em nós. Mas quando nos deparamos com essa fragilidade, podemos dar espaço para que Deus possa preencher essa falta. Então, ao me identificar faltosa em mim mesma, eu crio um espaço para que Deus possa preencher esse vazio, e aí eu sou uma pessoa forte. Toda vez que eu me encho de mim mesma, sinto-me auto-suficiente em tudo e eu diminuo o espaço da presença de Deus em minha vida. E aí, contraditoriamente, ficamos fracos, porque Deus é quem nos sustenta.
Como concilia o ministério na igreja com o ativismo político?
Em 2004, eu fui consagrada à missionária da Assembléia de Deus de Brasília, que é a igreja onde congrego, cujo presidente é o pastor Sóstenes Apolo. Considero meu ministério itinerante para falar sobre essa esperança restauradora que é Jesus. Ao mesmo tempo, acredito que o trabalho que exerço na defesa do meio ambiente é um ministério, porque na Carta de Paulo aos Romanos diz que toda a criação geme com dores de parto. E ela geme esperando ser restaurada. Então, quando nossos primeiros pais caíram no Éden, tudo caiu com eles. A restauração de Deus é integral, é para tudo que Ele criou, inclusive a natureza. Por isso, sinto-me parte de um trabalho que tem a ver com esse processo de restauração da obra de Deus. E dá para conciliar porque não são incompatíveis. Quando temos uma função pública, atuamos para todos que crêem. A bênção de Deus é para impactar onde a gente estiver, sem impor nossas verdades e valores.
Sofre preconceitos por ser cristã e estar alinhada com o pensamento científico?
Eu diria que na campanha eu sofri alguns preconceitos por ser evangélica. Quem acompanhou os movimentos na Internet sabe que eram feitas acusações e rotulações que não têm nada a ver com o meu testemunho de vida, e as pessoas que me conhecem e acompanham a minha vida sabem disso. Mas quando as pessoas têm a oportunidade de conhecerem e serem conhecidas, na maioria das vezes, o preconceito acaba.
Mesmo não ganhando nas urnas, a senhora foi considerada uma verdadeira vencedora no último pleito. Ser presidente do Brasil é um sonho?
Servir ao Brasil é uma aspiração, graças a Deus. Fui candidata à presidência da República, discutindo as questões com profundidade, evitando o embate, procurando fazer o verdadeiro debate, não transformando a fé numa arma política nem os púlpitos em palanque. O que está dentro de mim é o desejo de servir onde quer que eu esteja, porque não devemos escolher a bênção de Deus, e sim o Deus da bênção. E quando escolhemos o Deus da bênção, onde colocarmos a planta dos nossos pés é ali que a devemos fazer a diferença. Pode ser na comunidade, dentro da nossa casa ou no local de trabalho. 


Na vida política e partidária, a senhora já se viu, em algum momento, obrigada a tomar alguma decisão conflitante com a Palavra de Deus?
Graças a Deus, durante esses anos todos, eu sempre tive uma atitude de não abrir mão dos meus princípios em função de determinadas circunstâncias. Sempre que necessário, eu alegava objeção de consciência para não ter que votar em propostas contrárias ao que penso. É claro que são situações pelas quais você vai ter que pagar um preço de acordo com sua decisão. Uma parte das pessoas compreende e outras vão criticar. Mas é assim na vida, e democracia é isso. É preciso acabar com essa história de rotular as pessoas e passar a discutir, com profundidade, o mérito do que ela está dizendo e pensando.
Em seu pronunciamento de despedida do Senado, a senhora disse que "fiz o bom combate e guardei a fé" e que quer estar na ativa como mantenedora de utopias. Quais são as suas utopias?
Eu tenho o sonho de continuar sonhando pelo resto da minha vida. Tudo aconteceu na história da humanidade porque alguém foi capaz de sonhar, de se projetar para além de si mesmo e do seu tempo e fazer com que aquilo que ele faz tenha um forte vínculo com aqueles que virão. Quero continuar aliançada com aqueles que ainda não nasceram, para que possam ter condições iguais ou melhores das que temos hoje. Abraão deu um bom exemplo em relação a isso quando, aos 100 anos, plantou um bosque em Berseba sabendo que não ia comer dos frutos daquelas árvores nem ia usar aquela madeira, deixando tudo para a geração seguinte. Eu tenho o sonho de que o Brasil seja um país socialmente justo, ambientalmente sustentável, economicamente próspero, culturalmente diverso; que continue com a bênção de ter um Estado laico para assegurar os direitos dos que crêem e dos que não crêem e que possa garantir àqueles que não receberam esse toque do Espírito o convencimento desses princípios e dessa forma de viver.
Fale sobre suas expectativas em relação à gestão da primeira mulher presidente da República.
Eu torço para que seja uma gestão com êxitos, para o bem do Brasil e dos brasileiros, para que a mensagem que foi dada sobre a relevância do tema sustentabilidade seja compreendida pelo novo governo e para que todas as questões possam ser integradas em políticas estruturantes.

O movimento pró-Marina Silva reacendeu em muitos o desejo de votar nas últimas eleições. Essa onda crescente de admiração pela sua pessoa a preocupa?
Eu sinto uma sensação de alegria e gratidão pelo respeito que as pessoas têm pelo meu trabalho, pela minha contribuição política. Mas sei que quando você é político e goza de algum carisma na sociedade, tem que saber administrar adequadamente para evitar qualquer tipo de manipulação. Além disso, não pode se colocar no lugar do "salvador da pátria" nem tirar das pessoas a responsabilidade de ter uma visão crítica ou de tomar as decisões por sua própria cabeça. Foi pensando assim que decidi ficar independente. É muito difícil, às vezes, ter essa atitude, porque somos tentados a querer ser importantes e dizer "olha, você ganhou porque fui eu quem te apoiou" ou "conduzi 20 milhões de pessoas para votar em você". Mas a Palavra de Deus diz que a gente não deve ir pela porta larga, mas sim pelo caminho estreito. Então, eu procuro sempre receber tudo isso com muito afeto, alegria, humildade e gratidão.
Os adeptos da "Marina mania" dizem que, se concorrer, a senhora será a próxima presidente. Todo esse apoio lhe deixa mais otimista para disputar o cargo de presidente?
Essa aceitação, solidariedade e apoio aumentam a responsabilidade. Eu tenho falado que é preciso construir no Brasil uma terceira via. Não há liberdade de escolha quando a gente tem que decidir entre A e B. E o Brasil está ficando um país quase bipartidarista, dividido entre o PT e o PSDB. E é fundamental a construção da terceira via para que, de fato, as pessoas possam ter liberdade de escolha. Então, isso aumenta sim a responsabilidade no sentido de querer contribuir para a concretização dessa via. Se for novamente candidata à presidência da República, como mulher de fé, eu sei que tenho ainda muita reflexão e avaliação pela frente e muita oração para que essa decisão apareça. Agora, não me coloco, a priori, no lugar de candidata porque quero trabalhar com a tranqüilidade de quem vai fazer o que é necessário, contribuir sem ter que estar acotovelando as pessoas para que eu seja a candidata.


Acha que tem conseguido quebrar paradigmas por priorizar a causa ambiental?
O Brasil vem quebrando paradigmas. Pesquisas recentes dão conta de que 95% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais caro pelos alimentos para protegerem as florestas. Grande parte dos brasileiros está ocupada com a manutenção do código florestal. E mais de 80% dos brasileiros estão dizendo que não votam em quem não tem compromisso com o meio ambiente. As empresas estão começando a integrar os critérios de responsabilidade sócio-ambiental. Os governos estão sendo forçados a parar com o discurso aparentemente fácil para ganhar votos e com a oposição de meio ambiente e desenvolvimento. A juventude, cada vez mais, tem uma consciência maravilhosa em relação a esses temas. As crianças são altamente informadas sobre a necessidade de uma nova atitude em relação à natureza. Há uma sensibilidade para o tema, só que até transformar isso em atitude, leva um tempo e o planeta não pode esperar muito.
O cineasta Fernando Meireles afirmou, em sua biografia, que a senhora está voltada para o amanhã. Qual deve ser o papel da igreja na promoção de uma melhor relação do homem com a natureza para garantir o futuro ambiental do planeta?
A primeira coisa é ser coerente. Eu sempre brinco dizendo que é incoerente dizer que amamos o Criador sem respeitar a criação. Quando a gente ama alguém, a gente respeita o que ela faz, o que ela construiu e nos deu de presente. Deus nos deu o planeta Terra para morar. Em Salmos 115:16 diz que Deus habita nos céus, mas a terra foi dada para os homens morarem, e esse presente de Deus precisa ser cuidado. Essas riquezas e belezas são fundamentais para a manutenção da vida na Terra. E, obviamente, que o grande desafio da igreja é de ter a perspectiva do reino de Deus aqui também na Terra. A promessa de restauração não é só para os humanos, é para toda criação. Se a gente entender isso como um ministério, a igreja vai ter um papel relevante, trabalhando os temas na comunidade, alinhando-se politicamente às grandes questões nacionais e internacionais e, ao mesmo tempo, fazendo a diferença na perspectiva que nos ensina a Palavra de Deus.

Fonte: Revista Comunhão

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

PESPECTIVA, VISÃO E ESCOLHAS


                                          "Os limites estão na nossa cabeça, por isso os nossos limites são os limites que nos impomos a nós próprios" (Nick Vujicic)

Como é que alguém que não tem braços nem pernas, que nem suicidar-se consegue, teve a determinação e força de inverter completamente a forma de encarar a vida?
Nestes 3 vídeos Nick Vujicic dá uma poderosa lição sobre perspectiva, visão e escolhas, confira: 






sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ENCONTRO DE REDE DE MILHARES IMPACTOU OS JOVENS DO RN E PB

O Encontro da Rede de Milhares que aconteceu no último final de semana em Parnamirim gerou um desatar na juventude do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com o propósito de gerar um crescimento maduro e predeterminado para as Redes de Jovens representadas, o encontro foi organizado pelos líderes da Aliança Jovem Internacional no RN, os pastores Claudio e Dalva. O pastor Rosivaldo, da equipe do Apóstolo Maurício esteve também ministrando nos dias do encontro.

As igrejas de Parnamirim, Natal, João Pessoa, Porto do Mangue e Brejinho estavam representadas pelos seus líderes de jovens. Confira alguns comentários sobre o encontro.

"O encontro tem sido algo tremendo na nossa vida, onde tem renovado a nossa fé para a conquista de novos territórios, transformando assim milhares de vidas para o nosso Deus"
Ap. Walber (MIR-RHEMA, Natal/RN)


"O encontro tem sido uma chuva de bençãos. Algo novo para os nossos discípulos"
Pra. Francisca (Brejinho/RN)

"Foi benção de Deus, tanto para minha vida como para os discípulos"
Pr. Genilson (Porto do Mangue/RN)

Liderança Jovem da igreja de João Pessoa/PB
"O Encontro de Milhares fez eu me apaixonar ainda mais pela minha nação e pelos jovens que estão perdidos"
Thiago Dias (João Pessoa/PB) 

"Foi um despertar de Deus para o meu chamado"
Niltinho (João Pessoa/PB)

"Foi um renovo de Deus em minha vida, onde eu conquistei uma nação forte"
Larissa (João Pessoa/PB)

"Rede de Milhares trouxe uma unção nova para minha vida que mudará a juventude da Paraíba. Eu creio!"
Riek Barros (João Pessoa/PB) 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

NICK VUJICIC: NÃO PRECISO DE BRAÇOS E PERNAS

“Como seres humanos, não devemos colocar limites por razão alguma, de forma nenhuma! O que é pior é colocar limites à Deus.”






Meu nome é Nick Vujicic, gloria a Deus. Ele usou meu testemunho para tocar milhares de corações ao redor do mundo! Nasci sem os membros superiores e inferiores e os médicos não tinham nenhuma explicação científica para este nascimento "o defeituoso". Como você pode imaginar, enfrentei muitos desafios e obstáculos.

Meus pais eram católicos e meu pai, inclusive pastor de nossa igreja, souberam, na manhã de 4 de Dezembro de 1.982 em Melbourne (Austrália), que seu filho primogênito tinha nascido sem os membros. Eles não foram preparados antecipadamente.

Os médicos se assustaram e não tinham respostas. Não existe ainda nenhuma razão lógica para que isso tinha acontecido e Nick tem um irmão e uma irmã que simplesmente nasceram como qualquer outro bebê.

Meus pais estavam tristes. Todos perguntamos, "se Deus é um Deus de amor, então porque Deus permitiria que algo de ruim nos acontecesse. Meu pai pensou que eu não sobreviveria por muito tempo, porém as provas demonstraram que eu era um rapaz saudável, só com uns membros perdidos.

Meus pais estavam muito preocupados e medos evidentes de qual tipo de vida eu seria capaz de levar. Deus lhes deu a força, sabedoria e valor através desses primeiros anos e logo em seguida eu estava na idade de ir pra escola. A lei na Austrália não me permitiu ser integrado na escola comum devido a minha deficiência física. Deus fez milagres e deu força à minha mãe para lutar para que a lei fosse modificada. Eu era um dos primeiros estudantes deficientes físicos a ser integrado em uma escola comum.

Adorei a escola e simplesmente tentei viver a vida como as outras pessoas, porém estava nos primeiros anos escolares, onde me deparei com momentos difíceis ao sentir-me excluído, estranho e intimidado devido à minha diferença. Era difícil acostumar-me ao meu corpo, porém com o apoio de meus pais, comecei a desenvolver as atitudes e valores que me ajudaram a superar esses tempos de desafios. Eu soube que era diferente, porém dentro de mim eu era igual aos outros.

Muitas vezes me sentia tão pra baixo que não queria ir à escola, só para não ter que enfrentar toda aquela atenção negativa, meus pais me aconselharam a ignora-la. Logo os colegas de classe compreenderam que eu simplesmente era um deles!

Houve momentos que me sentia deprimido e furioso por não poder mudar a maneira que eu era. Sentia-me como um fardo para aqueles que estavam ao meu redor. Eu quis acabar com a minha dor e morrer jovem, porém meus pais e minha família sempre estavam alí para me amparar e dar força.

Entreguei minha vida completamente à Jesus aos 15 anos, depois de ler John 9. Acreditei de verdade que Deus me curaria para que eu pudesse ser um grande testemunho do Seu Poder.

Eu desejo estender a mão à juventude e me disponibilizo à Deus, faço qualquer coisa que Ele quiser, e onde quer que ele me leve, eu sigo. Tenho muitos sonhos e objetivos que estabeleci para alcançar na minha vida. Quero me transformar no melhor testemunho do Amor de Deus e posso esperar, para torna-me um inspirado porta-voz internacional. Eu quero ser independente financeiramente, trabalhando com bens imóveis, modificar um carro para dirigir, ser entrevistado e compartilhar minha história na "Oprah Winfrey Mustra"! Escrever vários livros de sucesso tem sido um dos meus sonhos e espero terminar de escrever o primeiro até o final do ano. Se chamará: "Nenhum braço, nenhuma perna, nenhum cuidado!"

Eu acredito que se você tem o desejo de fazer alguma coisa, e se é o testamento de Deus, conseguirá realizar. Como seres humanos, não devemos colocar limites por razão alguma, de forma nenhuma! O que é pior é colocar limites à Deus. Estarmos disponíveis e contarmos com nossas capacidades e...com que capacidades podemos contar? Deus!


Fonte: TOPGOSPEL

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

SARAH SHEEVA É UNGIDA PASTORA NO RJ

Jefferson Lira
Ministrando os seminários de Santidade Nível I e II no mês passado no Ministério Internacional Belém, a missionária Sarah Sheeva impactou a juventude de Parnamirim com seu testemunho de vida e com as palestras que se seguiram por duas semanas. 

Neste domingo (23), no Rio de Janeiro, a missionária foi surpreendida pelos seus pastores, José Antonio e Ludmila Ferber ao realizar, pela primeira vez, o seu seminário de Santidade na igreja onde é discípula. Impactando todos que estavam na Igreja Celular Internacional em Copacabana, Sarah Sheeva foi ungida pastora aspirante ao final do seminário.
Em seu twitter, a mais nova pastora aspirante expressou um pouco da emoção que sentiu no momento da unção pastoral. “Todos que me acompanham nesses anos de ministério sabem que a última coisa que eu queria ser era ‘Pastora’, mas meu pastor disse: ajoelha”, comenta Sarah, que ainda afirmou estar “digerindo” o que lhe aconteceu, mas que está na obediência a Deus, por que Ele a capacitará. “Estavam lá meu pai, minha avó, minha tia (e filha na fé tb). Foi lindo demais, chorei rios. Só Deus mesmo”, afirma em sua página pessoal.

Primeira de sua família a se converter ao Evangelho de Cristo, em outubro de 1997 no Rio de Janeiro, quando sozinha em seu quarto, teve uma experiência sobrenatural com Cristo, a pastora Sarah Sheeva passou a interceder por sua mãe, Baby do Brasil, e por toda a sua família. Dois anos depois, sua mãe teve uma experiência de conversão que impactou o Brasil. Confira a entrevista exclusiva (na íntegra) da pastora Sarah logo depois de ministrar os seminários no MIB.

Porque você deixou a carreira de cantora?

Eu deixei a banda do SNZ em 2003 porque eu já não estava feliz naquele trabalho. Desde 2002 eu estava tentando sair porque eu não estava satisfeita, não tinha mais a ver com o meu ideal de vida, não era mais aquilo que fazia meu coração bater e motivar pra trabalhar. Meus sonhos mudaram, meus ideais mudaram e de repente, eu já não queria mais cantar para o entretenimento das pessoas, mas eu queria poder cantar música que trouxesse algum benefício espiritual. Então, quando o SNZ encerrou o seu contrato com a gravadora na época, eu aproveitei e minhas irmãs também aceitaram que eu saísse. Elas continuaram por mais ou menos seis anos depois que eu saí.

E nesses seis anos que as duas continuaram a banda, você nunca cogitou a possibilidade de voltar para a banda?

Não, nem pensar. Todas as vezes eu só sentia alívio porque antes, os meus contratos não permitiam que eu pudesse fazer o trabalho que eu queria, que era cantar as músicas que eu queria e falar livremente das coisas espirituais que eu estava vivendo. Então eu só sentia alívio, apesar deu ter boas lembranças do trabalho, principalmente das minhas irmãs, que eu tinha muita saudade. Mas não tive vontade nenhuma de voltar.



E o que aconteceu pra você ver as coisas da forma que você vê hoje?

Durante os cinco anos que eu fiz parte da banda, eu fui amadurecendo muito espiritualmente, fui começando a ver as coisas de forma diferente na área da música. Comecei a vê-la de uma forma espiritual, como algo que faz parte de uma missão e então passei a encarar de outra forma. Dessa forma, aquilo que pra mim antes era um trabalho divertido passou a se tornar um peso, não mais uma coisa agradável, até que se tornou insuportável e eu finalmente saí.

Hoje no meio evangélico, você é conhecida como a missionária Sarah Sheeva e dá palestras nas igrejas sobre diversos temas. Qual o objetivo dessas palestras?

O objetivo dessas palestras é abençoar e edificar o povo cristão de um modo geral. Essas palestras surgiram porque no início eu recebia convites para ir nas igrejas ou até mesmo em empresas, em que o funcionários cristãos se reuniam em determinado momento, para que eu pudesse contar o testemunho com minha experiência com Deus. Só que quando eu começava a pregar e no meio do testemunho dava uma palavra, Deus me tocava muito ali e consequentemente, tocava as pessoas. Algumas pessoas chegaram pra mim e diziam que aquelas palavras traziam uma mudança pra vida delas. Então eu comecei a perceber que o meu trabalho foi tomando a forma não mais para falar do testemunho de conversão, mas para levar um conhecimento novo que eu estava adquirindo para as pessoas que já criam na Bíblia. Infelizmente hoje a gente vê muitas pessoas que envergonham o nome de Jesus e dão mal testemunho dentro da própria igreja. Então Deus começou a me dirigir para tratar essa questão do caráter do povo cristão. De repente meu trabalho se voltou todo pra igreja e não mais para as pessoas que não conhecem a bíblia, mas para as pessoas que estão dentro das igrejas e que muitas vezes proferem aquela fé, mas não tem nenhum bom testemunho, não tem um caráter parecido com o de Jesus Cristo. Pelo contrário, só fazem atrapalhar aqueles que querem um exemplo, querem um referencial, ou seja, essas pessoas só fazem atrapalhar a imagem de Jesus Cristo. Então meu trabalho surgiu exatamente por causa disso, porque eu via realmente a possibilidade de ajudar as pessoas com a experiência que eu tive.

E porque existem esses “falsos crentes” dentro das igrejas?

O primeiro motivo foi o que Jesus Cristo disse. Ele veio para os doentes. Então, na verdade, as pessoas são ex um monte de coisa ruim mesmo. Eu mesma deixei de ser várias coisas ruins, mas graças a Deus não tão ruins como muita gente que estava muito pior do que eu. Só que as pessoas precisam deixar de ser “doentes”, mas muitos não deixam. Eles vão, proferem uma nova fé, uma nova crença, mas o caráter continua ruim. E na verdade, o caráter não depende da fé ou da religião. Ou seja, não é legal que o povo que é seguidor de Jesus Cristo, que foi um homem de um caráter tão excelente, não seja “tratado” na área do caráter, da índole, da conduta. Esse é um motivo que eu observo hoje. As pessoas se acomodam muito nessa coisa da fé e dizem: “eu sou cristão, Jesus me perdoou”. Sim, Jesus perdoou, que benção, mas o caráter é responsabilidade de cada um. Todos vão dar conta, diante de Deus, de tudo que fazem. Então todos nós precisamos trabalhar esse lado, trabalhar o caráter e na igreja muitas vezes a gente vê as pessoas negligenciando esse lado. Falam-se muito de Deus e espiritualidade, mas esquecem do caráter.



Por que você é missionária e não pastora como a sua mãe?

Bem, o pastor tem o dom que eu particularmente não tenho. É um dom, não dá pra você fazer um curso pra virar pastor. O pastor tem aquele dom de amar as ovelhas, amar o rebanho e ter paciência, se dedicando aquelas pessoas. Eu não me identifico com isso, apesar de amar de estar ao lado de pessoas, mas eu não acredito que tenha esse chamado espiritual, porque eu sou uma pessoa muito direta. A mamãe faz parte de outra denominação. Ela se converteu dois anos depois de mim e tem uma outra visão, nós não trabalhamos juntas. De repente lá onde ela congrega a visão é formar pastores. Já na igreja que eu congrego a visão não é essa. Nem todos são pastores.

Você pretende seguir a carreira de cantora gospel?

Eu comecei o meu trabalho cristão como cantora gospel em 2005, quando eu lancei o primeiro cd gospel chamado “Tudo Mudou”. Esse cd tem músicas com o mesmo estilo do SNZ, digamos pop e com muitos vocais, que é a minha marca registrada. Então eu tenho essa carreira de cantora paralela ao ministério de escritora e de pregadora e palestrante. Ser cantora hoje não é meu foco principal, mas eu sempre vou cantar, porque é um trabalho que eu tenho e gosto e é super válido hoje no meio gospel, que é um meio tão carente de modernização musical. A gente vê hoje muita cafonice e o gospel brasileiro precisa mesmo, cada vez mais que as pessoas contribuam para modernizar esse setor. Então eu acredito que eu possa contribuir de alguma forma com esse talento que eu recebi de Deus.

Você disse que é escritora. De que falam seus livros?

O primeiro livro, o “Defraudação Emocional”, é tema do primeiro congresso que eu ministrei. É um trabalho de santificação, que significa separar da sujeira, separar do que está errado. Eu faço esse trabalho dentro das igrejas e em outros lugares que reúnem cristãos, onde as pessoas que crêem nas escrituras estão buscando mais profundidade nessa área de santificação. Durante a palestra, que ministrei aqui em Parnamirim na semana passada, não dá pra citar todos os detalhes, o que não acontece no livro, em que eu consigo entrar em todos os detalhes. Esse livro fala sobre relacionamento e sobre as decepções que as pessoas tem que fazem com que elas não queiram mais sonhar, não queiram mais se relacionar. Fala também sobre as formas que as pessoas são magoadas e feridas sentimentalmente dentro da própria igreja. É o que chamamos de ciladas que acontecem no meio do povo de Deus, por falta de conhecimento e cuidado. Esse livro denuncia e trata tudo isso.

O segundo livro, chamado “Onde foi que eu errei?”, fala de um assunto totalmente diferente. É um livro sobre criação de filhos. O livro explica porque os filhos dos crentes se desviam dos caminhos do Senhor e lista os principais erros que os pais cristãos não devem cometer com seus filhos. O livro também mostra como recuperar os filhos que hoje estão desviados dos caminhos certos. Esse livro é muito interessante porque fala do meu relacionamento com a minha filha e conta alguns testemunhos, algumas experiências que eu tive. Então o livro é muito bom para pais e filhos cristãos, que um dia também serão pais e terão o discernimento de não cometer os mesmo erros dos seus pais.

Você acredita que o sucesso desse seu trabalho também se deve pelo fato de você ser filha de Baby Consuelo e Pepeu Gomes?

Eu acho que não, porque inclusive eu peço que meu nome nem seja divulgado com o nome dos meus pais. Quando eu fecho uma agenda, eu peço que meu nome não seja vinculado aos nomes artísticos dos meus pais. Não utilizo o nome de ninguém e nem mesmo o nome da banda que eu fiz parte para me promover, até porque meu interesse é outro, para outro público e outra visão. As coisas velhas se passaram. Então eu não quero realmente vincular com nada do passado. A única coisa que eu faço é contar sobre meu testemunho das coisas que aconteceram, quando as pessoas perguntam, mas com único objetivo de mostrar para as pessoas que realmente Deus pode mudar a situação como mudou a minha.